domingo, 24 de outubro de 2010

Egitânia

Egitânia era o nome dado pelos suevos e visigodos à população de Idanha, significativamente diferente do que permaneceu, e ainda do romano Civitas Igaeditanorum. O novo acordo ortográfico tem destas surpresas no sentido oposto ao objectivo de perder ligação às raízes das palavras...
Agora devemos escrever Egito, e se Lusitânia deriva de Luso, pois Egitânia parece agora derivar de Egito...
Surge este texto a propósito do comentário[de Maria da Fonte] que fala do achado de um escaravelho egípcio numa escavação arqueológica romana em Alcácer do Sal, da época do faraó Pasmético (sec. VII a.C).
Pode sempre dizer-se que se tratou de uma peça trazida do Egipto, na altura romana... sabendo-se que encontrar o obelisco na Place Concorde também não significa que os egípcios tenham estado em Paris. Aliás, pela mesma ordem de ideias, encontrar as pirâmides no Egipto, também não significa que tenham sido feitas pelos egípicios... poderiam apenas ter sido transportadas (afinal, as pedras nem são originárias das redondezas).
Quando falamos de registos históricos, temos que guardar a devida distância de certezas...

Voltando a Egitânia, na Idanha portuguesa, encontramos alguns registos interessantes.
Estão a céu aberto algumas inscrições em pedras significativas:

umas parecerão mais romanas que outras... mas é já de alguma forma habitual o pouco cuidado que se tem na preservação destes registos. É significativo o registo monumental, de várias origens em Idanha, incluindo uma igreja visigótica que parece ter tido várias fases de construção. Várias fotos interessantes podem ser encontradas, e incluem uma estrada antiga (romana... certamente, como é suposto serem todas as estradas antigas!), uma denominada "torre templária", uma casa com a cruz de cristo , etc...
A entrada de Idanha-a-Velha é uma construção maciça com notáveis enormes pedras, que também parecem ter origem em tempos de diferente reconstrução (figura à esquerda), bem como um típico arco "episcopal" (à direita).

Apresentamos ainda uma ponte com um arco diferente, que procura ser mais triangular, característica partilhada com a porta lateral da catedral episcopal (de tal forma pronunciada, que passa o telhado).
Idanha (que não dista muito de Cento Cellas) é apenas mais um dos vários casos em que houve necessidade de haver uma Nova e uma Velha, sendo próximas neste caso, às vezes chegam a estar separadas por centenas de quilómetros, como é o caso de Montemor...

3 comentários:

  1. Caro Alvor Silves

    Pode sempre dizer-se tudo.
    Afinal todos os Monumentos Antigos levaram um banho de polimento Romano.
    Até as Pulseiras Celtas, com dois Pólos, foram substitidas por Pulseiras Circulares, porque os Romanos, nunca perceberam qual a sua finalidade, e tomaram-nas por adorno.

    Pergunto-me, se os Romanos construíram de facto alguma coisa, ou se se limitaram a apagar o que estava escrito, e a escrever por cima, naquela língua Morta, que é o Latim.

    Poderia de facto, dizer-se que nada temos de comum com o Egipto, da Egiptânia, se não fosse aquele pormenor de veracidade incontornável:

    TUTANKAMON, o jovem Faraó, filho de Akhenaton, é um R1b.

    R1b, o mais Antigo Haplogrupo existente sobre a Terra.
    R1b, o Haplogrupo do SUDOESTE DA EUROPA!
    Ou seja, de Portugal, da EGIPTÂNIA!

    Correram rios de tinta, sobre a MALDIÇÃO DE TUTANKAMON, aos que profanassem o seu Túmulo.

    Desde doenças e morte súbita, a acidentes fatais.

    Afinal aí está ela:

    A Maldição de TUT, é a descoberta da VERDADE, que reduz a lixo, todas as fantasias, durante anos e anos propagandeadas pela História do Establishment.

    Cumprimentos

    Maria da Fonte

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  2. Cara Maria da Fonte,

    Pois, juntando essa do R1b para um Faraó egípcio, a coisa ganha contornos significativamente mais estranhos! E sabe se era caso único? Ou seja, por exemplo Akhenaton, também tinha os mesmo tipo genético?

    Quanto aos romanos... ao imporem a Pax Romana, geriram a paz mundial, com muitas cautelas de se comedirem nos avanços técnicos... ainda que precisassem dessa técnica para tornarem as suas guerras mais eficazes. Apesar da suposta menor sofisticação germânica, nunca se conseguiram impor na Germânia.
    No entanto, é preciso não descurar que à época de D. João II, considerava-se a ligação estreita entre romanos e lusitanos, ao ponto do Poliziano ter referido essa antiga origem romana, como colónia lusitana (na troca de correspondência, que já aqui coloquei).

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  3. Caro AlvorSilves

    Akhenaton, foi identificado por comparação com Tutmosis III.

    Todos são R1b.

    Maria da Fonte

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